O sexo ainda vende?



17 de março de 2020
por: admin

À medida que o mercado de moda íntima e o marketing de moda vêm se transformando, as campanhas de lingerie também mudaram: indo das imagens super sexualizadas para o bodypositivity. E, já ouve até anúncios de fast fashion com apelo sexual sendo banidos no Reino Unido por objetificar as mulheres.

“As atitudes dos consumidores têm evoluído para se tornarem mais diversificadas, inclusivas e autênticas — querendo mais ver o empoderamento do que afeto (nas campanhas)”, ressaltou Sara Beech, estrategista da Frontier Strategy.

“Há uma mudança de foco para discussões mais honestas, reais e diversas sobre sexo e sexualidade a partir da multiplicidade de pontos de vista”, ressaltou. “Embora as imagens de apelo sexual na publicidade ainda chamem a atenção, já foi demonstrado que elas não levam necessariamente às vendas. E chamar a atenção simplesmente só por chamar a atenção não será mais ovacionado pelo público, que é mais esperto e está mais atento do que nunca para estratégias forçadas e inautênticas de publicidade”.

“Já estão fora de moda as marcas populares que acham que podem convencer as mulheres  de que, se comprarem seus produtos, serão mais amáveis, interessantes e capazes de conquistar um marido […]”.

As gerações mais novas, principalmente, são especialmente resistentes ao marketing sexualizado. Sexo não vende para a Geração Z. Eles valorizam empoderamento feminino, positividade corporal e expressividade. A sensualidade atual tem muito mais a ver com auto-aceitação do que com corpos “perfeitos”.

Embora o pensamento tradicional de que sexo vende esteja desatualizado, a ideia de sensualidade por meio do empoderamento é algo que as marcas podem adotar. A mudança não tem um impacto negativo, apenas a conversa mudou, o marketing teve que se atualizar e a nova geração de consumidores está ensinando como lidar com a sexualidade, o corpo e ser honestos consigo mesmos e com os outros.

Fotos: reprodução | campanha da Parade

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